Muito se fala sobre a tal “industria da multa”, mas pouca gente sabe onde o dinheiro arrecadado pelas multas é investido.

O destino do montante é determinado pelo Código de Trânsito, no artigo 320. Cinco por cento do valor arrecadado deve ser depositado mensalmente no Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (FUNSET), órgão sob a responsabilidade do Denatran.

O restante fica sob a responsabilidade de Sistema Nacional de Trânsito, que deve aplicar o dinheiro, de acordo com o CTB, “exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito”.

Semáforos consertados? Placas novas? O dinheiro para essa manutenção vem das multas, que cobre as despesas de sinalização. Treinamento e equipamento para as Polícias responsáveis pela fiscalização no trânsito também vem daí, assim como os recursos que sustentam a Junta Administrativa de Recursos de Infração (JARIs), os Conselhos Estaduais de Trânsito, o Conselho de Trânsito do Distrito Federal e os Centros de Engenharia de Tráfego.

Semáforo

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O outro foco do investimento do dinheiro arrecadado pelas multas é a educação, que inclui campanhas publicitárias e educativas, cursos e palestras e atividades nas escolas.

Desde o ano passado, ficou determinado por uma portaria do Denatran que os Estados devem publicar na internet o quanto foi arrecadado com a cobrança de multas de trânsito. Só no estado de São Paulo, a soma recolhida com multas aplicadas pelo Detran local chegou a quase R$ 250 milhões.

Texto adaptado do site: Autoesporte